Tenho acompanhado assustada as manchetes nos meios de comunicação essas semanas acerca das ameaças psicológicas, verbais e agressões físicas sofridas a professores por parte de alunos (as). E fica a pergunta: por que? Fico vendo como a Escola mudou. Antes, respeitar o docente era motivo de orgulho para muitos estudantes, não me refiro ao terror causado pelos gestores do passado, que humilhavam os aprendentes e até mesmo agiam com violência, usando inclusive a chamada palmatória, que era utilizada a fim de castigar alunos indisciplinados. Não seria o caso de voltarmos no tempo, no entanto, é necessário se pensar em como trazer de volta para o lar, a responsabilidade que é proporcionar a essa criança a tão esquecida, “Educação Doméstica”, que ultimamente vem sido atribuída à Escola, na figura do Professor (a). Penso que a família moderna, não assumi com tanta propriedade o seu papel, deixando apenas que a escola dê conta de peculiares atribuições que pertecem somente a própria família. A Educação adquirida em casa deve estar lado a lado com o que se aprende nos bancos escolares. Se continuarmos a presenciar os cuidadores dessas crianças, depositando as mesmas sem nenhuma referência doméstica nas escolas, continuaremos a presenciar a violência. Existe muita confusão ao definir qual é o papel do Educador. Mas para mim é muito claro, professor não é Pai e nem Mãe! Nosso papel hoje é mediar o saber. É função dos Pais, digo, cuidadores em geral ( avós, tios, irmãos, quem fica com a criança ou adolescente no lar), já que temos uma nova concepção de famíia, ensinar como agir, como se comportar, como tratar as pessoas, compreender o que é respeito mútuo, preservar onde se vive e estuda, enfim noções básicas de respeito e valor. A escola virá apenas para complementar essas atribuições. Portanto, é necessaria a atenção da família para que trabalhe junto com os professores, todos os dias, todas as horas, até concebermos um Cidadão Integral, que respeita os mais velhos, valoriza seu (sua) professor (a), se preocupa com seus estudos e o mais importante de tudo, preserva a vida do Outro.
Por Mirella Almeida
Pegagoga
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